domingo, 28 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Diálogo
— Você ficou tão diferente de repente.
— Eu sei.
— Por quê?
— Sei lá.
— Me fala, por favor...
— Eu não sei.
— Ei olha pra mim, conversa comigo, eu não estou brigando contigo, não chora.
(Silêncio)
— Chega. Olha pra mim e fala o que está acontecendo, você estava com ciúmes. É isso?
— Não...
— Eu te amo.
— Eu sei.
— E porque agiu daquela maneira?
— Porque eu não quero te perder, eu tenho medo, na verdade é meu maior medo, eu simplesmente quero você aqui comigo, sempre.
— Você não vai me perder, eu não vou te deixar.
— Eu já ouvi isso antes.
— Você está me julgando, não gosto quando me julgam.
— Não, meu amor, eu não estou te julgando não, eu só não quero que você vá embora da minha vida, como todos fazem.
— Eu te amo, pirralha, eu não vou te deixar, já disse. Agora para com isso e sorri, vai, não quero ver lagrimas nesse rostinho bonito.
(Silêncio)
— Não menina, esse sorriso falso eu já conheço, quero um sorriso de verdade.
(Risos)
— Eu te amo, pirralho.
— Eu sei.
— Por quê?
— Sei lá.
— Me fala, por favor...
— Eu não sei.
— Ei olha pra mim, conversa comigo, eu não estou brigando contigo, não chora.
(Silêncio)
— Chega. Olha pra mim e fala o que está acontecendo, você estava com ciúmes. É isso?
— Não...
— Eu te amo.
— Eu sei.
— E porque agiu daquela maneira?
— Porque eu não quero te perder, eu tenho medo, na verdade é meu maior medo, eu simplesmente quero você aqui comigo, sempre.
— Você não vai me perder, eu não vou te deixar.
— Eu já ouvi isso antes.
— Você está me julgando, não gosto quando me julgam.
— Não, meu amor, eu não estou te julgando não, eu só não quero que você vá embora da minha vida, como todos fazem.
— Eu te amo, pirralha, eu não vou te deixar, já disse. Agora para com isso e sorri, vai, não quero ver lagrimas nesse rostinho bonito.
(Silêncio)
— Não menina, esse sorriso falso eu já conheço, quero um sorriso de verdade.
(Risos)
— Eu te amo, pirralho.
— Eu sei.
Noite.
Já é tarde e eu ainda estou pensando na gente, seu perfume está em toda parte, na cama, no lençol, na sala, na minha roupa, no sofá. Nossas lembranças também se espalharam, no banheiro, no quintal, na janela, na cozinha, no céu, na minha mente. Lembro-me de tudo e imediatamente um sorriso bobo toma conta de mim, isso é tão estranho. Eu era acostumada a ser tão indiferente. E, pra quem não precisava de ninguém pra seguir sua vida, estou dependente demais de você. Dizem que somos doces demais, quentes demais. Eles escutam isso num tom enjoativo, e eu sinto esse docinho quente de um jeitinho tão aconchegante aqui dentro do meu peito. Um amor quentinho é tão bom pra aquecer uma alma fria, triste. Acho que foi exatamente isso que me mudou tanto, o açúcar do nosso amor supriu todo o amargo na receita de mim mesma, e aqueceu-me, descongelou meu coraçãozinho que ficou tão frio para autodefender-se de falsos amores, mas que soube reconhecer de longe o cheirinho de amor verdadeiro, do nosso amor. Eu não entendendo muito bem o porquê desta minha felicidade extrema só pelo fato de você estar aqui, do meu lado. Mas tem coisas que não precisam de explicação, elas simplesmente acontecem, têm que acontecer.
Veja bem, meu bem.
Ontem fui dormir ouvindo o som da chuva, e então a lua começou a cantar, a melodia me dizia que você pensava em mim, foi tão bom ouvir dos céus que eu sou importante pra você.
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